A descrição da alma

Alma...
A expressão da alma é a certeza da vida em espírito, a que nos dá movimentos para circular por entre a vida e as experiências que ela nos proporciona.
É na alma que ficam registrada todas as nossas sensações e aprendizados.
Passamos pela vida sabendo que tudo que nos ocorre nos ensina e nos compele para avançarmos e de um modo natural, procuramos sempre nos mantermos atentos e vigilantes para o que já nos fez recuar ou mesmo perder.
São os alertas da nossa alma que tem por finalidade proteger nosso espírito de uma vida sem evolução, mas também é nela que ficam todas as nossas passagens por muitos sentimentos que ao longo da vida foram experimentados e na alma ficam interiorizados para nos mostrar, nos capacitar e nos ensinar em como dar o próximo passo sem que tenhamos que novamente passar pela mesma situação as que não mais nos faz avançar e sim nos desfaz em uma nova prisão de sensações de dor...

A alma traz em si seus substantivos de vida e eles é que nos torna quem somos.

Falemos então dos substantivos da alma...
Aqueles que nos faz passar pela vida e deixar que a vida nos marque e que também deixaremos nossa marca.

Substantivos da alma em contos da vida.

terça-feira, 3 de maio de 2011

EXERCÍCIO PARA AUTO-ESTIMA




“Você se apaixona por si mesmo exatamente como se apaixona por outra pessoa. Em primeiro lugar, você repara em si mesmo e começa a prestar atenção em certos detalhes, tais como as coisas que diz e sua maneira de dizê-las, de andar, sua risada, suas preferências e aversões. Aceita sua personalidade exatamente como aceita alguém que atrai seu interesse, Perdoa os erros que comete e congratula-se por suas conquistas. É gentil consigo mesmo e demonstra condescendência quando as coisas que faz não dão certo. Percebe e reconhece suas conquistas. Elogia a si mesmo e diga as mesmas coisas que diria à pessoa amada. Tem tempo para você quando é necessário e procura confortar-se quando está magoado. Todos os dias sorri para o espelho e diz que gosta de si mesmo. No início, essas atitudes parecerão idiotas ou esquisitas, mas prossiga assim mesmo. “Lembra-se da primeira vez que disse a alguém que o amava? Lembra-se do nervosismo e do medo da rejeição ou do compromisso? Isso vai acontecer sempre que olhar no espelho e disser que ama a si mesmo.

“É simples, mas não é fácil. Tente e aceite o que vier. Como ocorre com qualquer relação, só o tempo o fará acreditar. Mas, se você persistir, a convicção virá.

“Falar apenas não basta. É preciso comportar-se carinhosamente consigo mesmo, de forma coerente e freqüente. Declarar amor e agir em desacordo com suas palavras de nada adianta.

Ter auto-estima é amar a si mesmo ainda que você nem sempre goste do que faz ou diz.

“Durante o exercício do espelho, muitas pessoas ficam frustradas porque não se sentem amadas nem dignas de amor. Se for seu caso, saiba que isso é normal. Continue tentando. O sentimento de amor virá em decorrência dos seus atos de amor. Chegará o dia em que você se olhará no espelho e se sentirá amado. Lembre-se: amar é um verbo e, portanto, envolve ação. Amar a si mesmo é uma ação que, se for suficientemente repetida, se transformará em sentimento. A ação está sob o seu controle, o sentimento, não.

“Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém que você ama. Em primeiro lugar, pergunte-se o que deseja. Se não souber, pergunte-se do que precisa. Se a resposta for razoável, atenda a esse desejo. Caso contrário, encontre uma alternativa. Presenteie-se. Seja generoso e dê amor a si mesmo. Faça de conta que você se ama – e logo esse sentimento se tornará real.”

(Susana McMahon, em O terapeuta de bolso, p. 101-103)

OLHE PARA A PORTA CERTA



Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de suas habilidades de vôo, será prisioneiro. A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e pelo resto de sua vida permanecerá prisioneiro nesta cela sem tela.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado num piso completamente plano, tudo que ele conseguirá fazer será andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido. Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados, próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até que se destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do vidro,

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima. Se você está como o zangão, um morcego ou um falcão cercado de problemas por todos os lados..

…olhe para cima…

Olhe para o criador,

você encontrará a porta certa!

DEUS sem você, continua sendo Deus;
Você sem Deus, não é nada.
Desperte para esta realidade!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Respeite a Si Mesmo


Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma.

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias.

Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades – depois disso fica-se um pouco um trapo.

Mas não pude deixar de querer lhe mostrar o que pode acontecer com uma pessoa que faz pacto com todos, e que se esqueceu de que o nó górdio vital de uma pessoa deve ser respeitado.

Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queria fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver.

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“Antes de me organizar, tenho que me desorganizar inteiramente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me. Mas se eu esperar compreender para aceitar as coisas – nunca o ato de entrega se fará. Tenho que dar o mergulho de uma só vez, mergulho que abrange a compreensão e sobretudo a incompreensão. E quem sou eu para ousar pensar? Devo é entregar-me. Como se faz? Sei porém que só andando é que se aprende a andar e – milagre – se anda.”


Texto: Clarice Lispector (em carta escrita em Berna, 1947)