A descrição da alma

Alma...
A expressão da alma é a certeza da vida em espírito, a que nos dá movimentos para circular por entre a vida e as experiências que ela nos proporciona.
É na alma que ficam registrada todas as nossas sensações e aprendizados.
Passamos pela vida sabendo que tudo que nos ocorre nos ensina e nos compele para avançarmos e de um modo natural, procuramos sempre nos mantermos atentos e vigilantes para o que já nos fez recuar ou mesmo perder.
São os alertas da nossa alma que tem por finalidade proteger nosso espírito de uma vida sem evolução, mas também é nela que ficam todas as nossas passagens por muitos sentimentos que ao longo da vida foram experimentados e na alma ficam interiorizados para nos mostrar, nos capacitar e nos ensinar em como dar o próximo passo sem que tenhamos que novamente passar pela mesma situação as que não mais nos faz avançar e sim nos desfaz em uma nova prisão de sensações de dor...

A alma traz em si seus substantivos de vida e eles é que nos torna quem somos.

Falemos então dos substantivos da alma...
Aqueles que nos faz passar pela vida e deixar que a vida nos marque e que também deixaremos nossa marca.

Substantivos da alma em contos da vida.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lição do Sapinho


A lição do sapinho

Era uma vez um grupo de sapinhos...


... que organizaram uma competição.


O objetivo era
alcançar o topo de uma torre muito alta.

Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores...


A corrida começou...


Sinceramente:

Ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.

E diziam coisas como:

''Oh, é dificil DEMAIS!!

Eles NUNCA vão chegar ao topo. ''

ou:

''Eles não tem nenhuma chance... A torre é muito alta!''


Os sapinhos começaram a cair...
Um a um...

Só alguns continuaram a subir mais e mais alto...


A multidão continuava a gritar:

''É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!''


Alguns sapinhos se cansaram e desistiram...
Mas um continuou a subir e a subir...

Este não desistia!


No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre, com exceção do sapinho que, depois de um grande esforço,
foi o único a atingir o topo!

Todos os outros sapinhos queriam saber...
Como ele conseguiu?


Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo.


E o resultado foi...

O sapinho campeão era surdo!!!

Moral da história:

Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas...

Porque eles tiram de você, seus sonhos e desejos mais lindos.

Aqueles que o Senhor colocou no seu coração!

Sempre se lembre do poder das palavras.

Porque tudo o que você falar, ouvir e ler irá afetar suas ações!


E acima de tudo:


Seja surdo quando as pessoas dizem que você
não pode realizar seus sonhos!

E não se esqueça:

Eu
POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTALECE!!!

Passe esta mensagem para outros ''sapinhos'' de quem você gosta.

Dê a eles m
otivação!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Viver como as Flores - Parábula

- Mestre, como faço para não me aborrecer?
- Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
- Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas.
- Sofro com as que caluniam.

- Pois viva como as flores! Advertiu o mestre.

- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.

- Repare nestas flores, continuou o mestre,
apontando lírios que cresciam no jardim.
- Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
- Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
- É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
- Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
- Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
-Isso é “VIVER COMO AS FLORES”.

D.A.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Força do Bem





A Força do Bem


Todos saíam da sala, apertando-se na porta que dava para um comprido corredor, apinhado de alunos de outras turmas. Era a hora do intervalo (recreio). Muitos procuravam a cantina para, além de um lanche, uma descontração com outros colegas e até uma chegada à biblioteca para alguma consulta jurídica.

Na sala de aula, agora, praticamente vazia, ficamos nós, eu e o marido, além do professor que à mesa consultava o diário de classe. Para nós, o descanso ali seria mais proveitoso, pois antes tínhamos tido uma jornada de trabalho extenuante, conciliando com as tarefas domésticas, filhos pequenos e trabalhos escolares. Uma ocasião propícia para acertos de algumas pendências.

De repente o professor dirigiu-nos a palavra, perguntando-nos sobre a nossa profissão.
_ Sou odontólogo e minha mulher é servidora pública estadual. Para acompanhá-la, ambos estamos fazendo o curso de Direito. As matérias são bem adversas, mas estou gostando muito.

Foi aí que ele nos falou sobre um dentista que, repentinamente, passara a ouvir vozes e ter visões no próprio consultório, embora não professasse nenhuma religião atinente. Isso era notório e todos sabiam naquela época. O dentista incorporava o espírito de um médico e passara a fazer tratamentos, com êxito. Isso o forçara a atender publicamente muitos pacientes que se enfileiravam para as consultas. Seria uma missão?

O assunto era tratado até pelos órgãos de comunicação de massa. Um fenômeno inexplicável aos olhos do leigo. Nós também nada sabíamos sobre isso, uma vez que eu era egressa de um colégio de freiras, onde morei durante nove anos, e o Alfredo provinha de uma família tradicionalmente católica.






Aproveitando da oportunidade, o mestre contou-nos uma história que até hoje a guardo na mente e no coração.
Aqui, usarei nomes fictícios, com o objetivo de resguardar identidades e facilitar a intelecção.

Disse-nos, ele:
_ Sempre fui uma pessoa sagaz, inteligente e perquiri os meus objetivos com afinco. Considero-me um homem realizado, embora alguns acidentes de percurso que, hoje, sei que serviram ao meu aprimoramento, à evolução do meu espírito.

Galguei os píncaros de minha carreira, cumulando-a com o magistério, do qual gosto muito. Pelo cargo conquistado, sentia-me apoderado no cume da pirâmide, quase acima do bem e do mal. Para completar, um lar bem estruturado e a importância do destaque social.

Entretanto uma dor cravara-se no meu peito, dilacerando-me a alma: um filho, com paralisia infantil, com grande comprometimento. Aos filhos amamos mais do que a nós mesmos. Tudo fizemos para tentar amenizar a situação, mas não foi possível, nem mesmo no Exterior. Isso era o calcanhar de Aquiles para toda a família que sofria unida. E o menino crescia, debulhado em sorrisos e sem reclamações, acostumado às amarras de seu viver físico, sem nenhuma perspectiva que pudesse lhe devolver os passos, o caminhar pela vida, como as demais crianças de sua idade.

Ao deixá-lo na escola, era-me doloroso sentir os olhares piedosos ou assustados dos coleguinhas e de adultos também. Ele, praticamente não andava, arrastava-se feito uma arranha ou um monstrengo. Eu sempre voltava arrasado, impotente e cheio de porquês. Como gostaria de trocar de lugar com o meu filho! Entretanto, o meu poderio, a minha inteligência, o pedestal de minha carreira, eram incapazes para devolver ao meu filho a condição de andante, embora ele nunca a tivesse experimentado. Não conhecesse a liberdade de ir e vir por meio da agilidade dos passos. Jamais conheceria o prazer de jogar bola, andar de bicicleta, praticar esportes...

Um dia, ao retornar a casa, após exaustivas audiências, minha mulher falou-me sobre esse dentista que, inexplicavelmente, estava fazendo curas, através do espírito de um médico desencarnado, chamado Dr. Manuel.

Avesso ao tema, tentei persuadi-la a não acreditar nesses boatos, não obstante o protagonista fosse uma pessoa qualificada, do ponto de vista científico. Após alguns dias de muita insistência e tendo em vista o alvo do pedido ser o nosso filho, Lucas, aceitei que ela marcasse uma consulta com o tal médico desencarnado que, agora, já atendia num local maior, dado o grande contingente de pessoas que o procurava.

Meio sem jeito e um tanto envergonhado, compareci no dia e hora marcados, porém, sem qualquer identificação. Já pensou o que diriam os meus pares?

Adentrei num ambiente simples, limpo, com modesta aparelhagem médica: o consultório do Dr. Manuel. Sem delongas e nenhum aparato, contei a história do meu filho e a nossa desvairada busca para que ele ganhasse um pouco de independência para viver.

O médico, que na verdade era o dentista, num linguajar erudito e conhecedor, falara-me de muitas outras coisas, menos da situação do Lucas, a qual era o motivo de minha ida ali. De tudo o que falou, ficou bem registrado a força do bem, o amor ao próximo e a caridade, como estandartes de nosso compromisso nesta vida. Aguardando o desfecho final, quando ele, certamente, falaria sobre o Lucas, fui convidado a sair, pois minha hora havia se esgotado.

À direção do carro, de volta para casa, senti-me como se fosse uma pessoa com retardo mental. Um idiota mesmo. Logo eu que me reputava tão cético, tão preparado, tão arguto! Queria esquecer daquele episódio. Pensei em não dizer a Mônica que havia estado com o tal médico, mas não podia fazer isso. Afinal ela era minha mulher, a outra metade de mim e esperava a resposta ansiosa. Era uma mãe aflita em defesa da cria. Sem esconder a minha decepção, relatei-lhe a infrutífera consulta ao tal médium dentista, selando, finalmente, que deveríamos nos esquecer definitivamente daquilo. Era, no mínimo, ridículo.