A descrição da alma

Alma...
A expressão da alma é a certeza da vida em espírito, a que nos dá movimentos para circular por entre a vida e as experiências que ela nos proporciona.
É na alma que ficam registrada todas as nossas sensações e aprendizados.
Passamos pela vida sabendo que tudo que nos ocorre nos ensina e nos compele para avançarmos e de um modo natural, procuramos sempre nos mantermos atentos e vigilantes para o que já nos fez recuar ou mesmo perder.
São os alertas da nossa alma que tem por finalidade proteger nosso espírito de uma vida sem evolução, mas também é nela que ficam todas as nossas passagens por muitos sentimentos que ao longo da vida foram experimentados e na alma ficam interiorizados para nos mostrar, nos capacitar e nos ensinar em como dar o próximo passo sem que tenhamos que novamente passar pela mesma situação as que não mais nos faz avançar e sim nos desfaz em uma nova prisão de sensações de dor...

A alma traz em si seus substantivos de vida e eles é que nos torna quem somos.

Falemos então dos substantivos da alma...
Aqueles que nos faz passar pela vida e deixar que a vida nos marque e que também deixaremos nossa marca.

Substantivos da alma em contos da vida.

sexta-feira, 9 de março de 2012

NÓS SOMOS ESPELHOS...




NÓS SOMOS ESPELHOS...


Como um singelo e límpido lago que reflete a lua e as estrelas,
Cada um de nós é um espelho, que, mais ou menos cristalino, refletimos uns aos outros.
Como espelhos, refletimos o que nos vem de fora, o que nos vem de dentro.
Refletimos os pensamentos, os sentimentos e as intenções
De um para o outro e recebemos de cada um o reflexo do que irradiamos.

Nossos olhos são espelhos, que para fora refletem a luz de nossa alma,
Que para nossos ambientes refletem o que se vai em nossa mente e coração.

Quando estamos no silencio da meditação,
O espelho que reflete a nossa mente nos mostra o que fizemos,
O que estamos fazendo e o que desejamos fazer, de forma que assim possamos ter em perspectiva o momento de nossa vida e seus afazeres para que avaliemos, ponderemos, o que nosso
Espelho-Consciência nos oriente fazer – ou não fazer: isto é reflexão!

Quando refletimos Deus que em nós habita, refletindo o Amor que assim de nós se irradia para o mundo, para cada ser, nos tornamos um diminuto sol que, como a Fonte, podemos estrelejar as mais elevadas e sutis vibrações para nossos irmãos de percurso... Os quais, sendo também espelhos, captam e nos devolvem o que recebem.

Assim, como é importante termos nosso espelho límpido, para que assim possamos irradiar e receber pureza!

Aqui vemos a grande importância de não julgarmos, como disse o Cristo, a importância da compaixão, a jóia do perdão, a importância de acolhermos puros pensamentos e sentimentos, puras intenções - as mais secretas - em relação ao nosso próximo – mais próximo ou mais distante.
É a velha máxima: Colheis o que plantais. Portanto, sede atentos!

Nós somos UM. Um Único Espelho. A unidade de todos os seres, de todos os humanos como nós. Porque “UM são todos e todos são UM.”

Somos uma grande, simples e complexa rede planetária e cósmica entrelaçada quanticamente. Estamos ligados ao todo da humanidade. Quando elevarmos a nossa consciência e percorrermos nossas vibrações superiores, ver-nos-emos como o mais puro espelho, não somente refletidos em cada um, mas vislumbraremos a grande verdade de que SOMOS TODOS UM.

Unidos com toda a Natureza, em unicidade com todos os seres de todos os reinos que aqui evoluem. Pelo autoconhecimento e pelo exercício de nossa divindade, vivenciaremos como o amado Jesus: “Eu e o Pai somos UM”.

E o passo maior que daremos é a conquista pela Graça de nos saber, um dia - e que este dia nos seja cada vez mais próximo – viver a consciência de que refletiremos o puríssimo espelho de nosso Espírito para DEUS, quando O sentiremos totalmente refletido em nós, porque, ao alçarmos vôo para dentro de nós mesmos subiremos e nos identificaremos com nosso Eu Superior, nosso Eu Infinito e Imortal, nosso Eu Verdadeiro finalmente livre da ilusão dos reflexos, da separatividade e do jugo do ego.

Identificar-nos-emos finalmente com nosso Eu Maior que será reconhecido e assumido, na assunção definitiva da nossa Divindade interior donde estaremos consciencialmente refletidos-inseridos em todo o cosmos...

E assim, como o singelo e límpido lago, seremos o lago, a lua, a Luz, o Espelho translúcido, o refletido e o que reflete, seremos o que já somos: A Divindade no Homem e na Mulher, o reflexo total no Amor feito Paz, feito Liberdade, bem aqui e agora!


Ivanildo Falcão da Gama

quinta-feira, 1 de março de 2012

As asas do espírito




Da mesma forma como o deserto necessita de chuva, da mesma forma como uma criança necessita de um nome, da mesma forma como as rosas necessitam de água, o espírito humano necessita de cuidado e atenção.

Esta existência terrena é a infância da Eternidade.

Esta existência terrena, tal como a infância, é um período de deleite, e também de aprendizado.

Somos aprendizes neste mundo inferior, e a nossa lição pode ser resumida em três palavras:
Purificar o coração.

O que é efêmero, e o que é Real?

Que coisas têm verdadeiro valor?

Sons e cores do mundo distraem os sentidos, e muitas vezes ofuscam aquilo que é Essencial.

Essencial é a ascendência, essencial é o aprimoramento interior.

Essencial é examinarmos o nosso coração, todas as noites, para verificar se tivemos lucros ou perdas no nosso capital espiritual.

Essencial é lembrarmos que a nossa passagem por aqui é finita, e que em breve seremos chamados a partir.

O nosso corpo físico assemelha-se a uma gaiola, e a nossa alma, a uma ave.

Chega o dia em que a Mãe Amorosa abre a porta da gaiola e diz para a ave do espírito:

“É chegada a tua hora, Voa...”

O que fará nesta hora a alma, recém-liberta da gaiola do corpo, no dia em que a gaiola do nosso corpo fenecer, estaremos aptos a voar com as asas do nosso espírito?

Conseguirá ela voar?

No dia em que a gaiola do nosso corpo fenecer, estaremos aptos a voar com as asas do nosso espírito?

Devemos aproveitar os nossos dias, enquanto habitantes deste mundo inferior, para fortalecermos as asas do espírito, de modo que possamos, na hora da morte, alçar vôo... rumo aos Reinos Eternos, rumo às Cidades Imortais.

As asas do espírito constituem-se das virtudes que cultivamos...

“...Vive, pois, os dias de tua vida, os quais são menos de um momento fugaz, mantendo sem mancha a tua mente, imaculado teu coração, puros teus pensamentos e santificada tua natureza...

...de modo que, livre e contente, possas abandonar essa forma mortal, recolher-te ao paraíso místico e habitar, para todo o sempre, no reino eterno.”




- Fonte: Rivalcir Liberato

PARE DE CARREGAR A MALA DOS OUTROS!


Você acredita que carrega malas alheias?

Vamos fazer um exercício?

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição? Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?

Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.

Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação!

Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios.

A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.

Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.

Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.

É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.

Quanto ela pesa?

Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.

E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça?

Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…

O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua? Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve.

Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados.

Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.

A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.

Onde está a sua mala?

Texto do grupo Correios de Luz