A descrição da alma

Alma...
A expressão da alma é a certeza da vida em espírito, a que nos dá movimentos para circular por entre a vida e as experiências que ela nos proporciona.
É na alma que ficam registrada todas as nossas sensações e aprendizados.
Passamos pela vida sabendo que tudo que nos ocorre nos ensina e nos compele para avançarmos e de um modo natural, procuramos sempre nos mantermos atentos e vigilantes para o que já nos fez recuar ou mesmo perder.
São os alertas da nossa alma que tem por finalidade proteger nosso espírito de uma vida sem evolução, mas também é nela que ficam todas as nossas passagens por muitos sentimentos que ao longo da vida foram experimentados e na alma ficam interiorizados para nos mostrar, nos capacitar e nos ensinar em como dar o próximo passo sem que tenhamos que novamente passar pela mesma situação as que não mais nos faz avançar e sim nos desfaz em uma nova prisão de sensações de dor...

A alma traz em si seus substantivos de vida e eles é que nos torna quem somos.

Falemos então dos substantivos da alma...
Aqueles que nos faz passar pela vida e deixar que a vida nos marque e que também deixaremos nossa marca.

Substantivos da alma em contos da vida.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O SENHOR VISHNU

Por Anthony de Mello –

O senhor Vishnu* estava tão farto das contínuas petições do seu devoto que, um dia, apareceu diante dele e lhe disse: “Decidi conceder-lhe as três coisas que você deseja pedir-me. Depois não voltarei a atendê-lo em mais nada.”
Cheio de alegria, o devoto fez o seu primeiro pedido sem pensar duas vezes. Pediu que sua mulher morresse, para que pudesse se casar com uma melhor. Seu pedido foi imediatamente atendido.
Mas, quando seus amigos e parentes se reuniram para o funeral e começaram a recordar-se das boas qualidades da finada esposa, o devoto caiu em si e conclui que havia sido um pouco precipitado. Agora reconhecia que havia sido absolutamente cego às virtudes da mulher. Por acaso, será que era mais fácil encontrar outra mulher tão boa como ela?
De maneira que, pediu ao Senhor que a ressuscitasse.
Com isso, só lhe restava um pedido a fazer. E estava decidido a não cometer um novo erro, porque, desta vez, não teria possibilidade de remediá-lo.
Pediu, então, conselho aos demais.
Alguns amigos o aconselharam a pedir a imortalidade. Mas, de que serviria a imortalidade – disseram-lhe os outros –, se não tinha saúde? E de que lhe serviria a saúde, se não tivesse dinheiro? E de lhe que serviria o dinheiro, se não tivesse amigos?...
Passaram-se os anos e ele não podia determinar o que deveria pedir: vida, saúde, riquezas, poder, ou amor?...
Por fim, suplicou ao Senhor: “Por favor, aconselha-me. O que devo pedir?”
O senhor riu ao ver os apuros do pobre homem, e lhe disse:
“Pede para que você seja capaz de contentar-se com tudo o que a vida lhe ofereça, seja lá o que for...”

P.S Agradeça sempre, tudo vem para o teu bem, crescimento e evolução, seja humilde em receber, dê uma chance e segure na mão do Senhor que nada quer não ser o teu bem, acredite na vida, veja os obstáculos, como uma oportunidade de voar excerce o seu dons, é simples produza novas emoções, se recrie e no fim verá que está bem diferente de tudo que poderia ser antes de tudo que aconteceu. Assim desejo a todos que me acompanham cresçam sem medo! Amor, Paz e Luz . Shanti

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Raízes do Medo

Raízes do Medo

O medo é, sem dúvida alguma, o maior entrave para que levemos uma vida plena e feliz. Nós o assimilamos muito cedo, ainda na infância, pois, infelizmente, muitos pais utilizam o medo como arma educacional. Ameaçam as crianças com todo tipo de punição para obter obediência.
Portanto, não é à toa que nos condicionamos a temer, inicialmente o castigo, depois a rejeição daqueles de quem dependemos para sobreviver.

Não podemos culpá-los por isso, pois eles também foram educados no medo. Mesmo aqueles que tiveram uma educação mais liberal, sem tanto rigor, acabam contaminados pelo medo que predomina ao seu redor.

A sociedade em que vivemos se baseia no medo para obter o controle sobre as pessoas. Atualmente, a mídia é a principal responsável pela disseminação da energia do medo. Catástrofes e fatalidades recebem um destaque absurdamente exagerado e, quanto maior o grau de inconsciência daqueles que recebem estas informações, mais elevado será o medo.

Todos sabemos que a violência tem se ampliado nos últimos anos; ela é resultado da doença coletiva, do estado de adormecimento em que vive a maior parte da humanidade.

Aqueles que já adquiriram um grau razoável de consciência, precisam atuar como contraponto a esta energia e tentar levar um pouco de luz àqueles com os quais convivem. Mas, sem esquecer de que nem sempre será possível obter uma resposta favorável.

O despertar da consciência só acontece aos que estão prontos. Para muitos, a verdade continuará a passar despercebida, pois eles não serão capazes de enxergá-la. E não há nada que possamos fazer quanto a isto.
Mas devemos continuar tentando ampliar a corrente dos despertos, sempre e a cada dia, com a esperança renovada de que, aos poucos, mais e mais gotas se juntarão a este oceano.
Autora: Elizabeth Cavalcante

"...Uma pessoa amadurecida deve desconectar-se de tudo que estiver relacionado com o medo.
É assim que a maturidade chega. Apenas observe todos os seus atos, todas as suas crenças e descubra se elas estão baseadas na realidade, na experiência, ou se estão baseadas no medo.
E qualquer coisa baseada no medo precisa ser imediatamente abandonada, sem um segundo pensamento. É uma armadura. Não posso dissolvê-la. Só posso simplesmente lhe mostrar como você pode abandoná-la.
Continuamos a viver a partir do medo - e assim vamos envenenando toda experiência. Amamos alguém, mas com base no medo: isso se deteriora, envenena. Buscamos a verdade, mas se a busca tiver base no medo, então você não irá encontrá-la.
O que quer que faça, lembre-se de uma coisa: Com base no medo você não irá crescer. Você irá apenas encolher e morrer. O medo está a serviço da morte.
...Uma pessoa destemida possui tudo que a vida quer lhe dar como um presente. Agora não há mais nenhuma barreira. Você será banhado com presentes, e tudo que você fizer terá um vigor, uma força, uma certeza, um tremendo sentimento de autoridade.
Um homem vivendo com base no medo está sempre tremendo por dentro. Ele está continuamente a ponto de ficar louco, porque a vida é imensa, e se você estiver continuamente com medo... E há todo tipo de medo. Você pode fazer uma lista enorme, e você ficará surpreso de quantos medos estão lá - e você ainda está vivo! Há infecções por toda parte, doenças, perigos, seqüestros, terroristas... E uma vida tão pequena. E finalmente existe a morte, a qual você não pode evitar. Toda sua vida ficará em trevas.
Abandone o medo! O medo foi inconscientemente adquirido por você na sua infância; agora, abandone-o conscientemente e amadureça. E, então, a vida pode ser uma luz que vai se aprofundando à medida que você vai crescendo".

Osho, Extraído de: Beyond Psychology.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bom e o Melhor




Estamos obcecados com "o melhor".


Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".


Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.


Bom não basta.


O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.


Novas marcas surgem a todo instante.


Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.


O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.


Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.


Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.


Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.


Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.


Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.


Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?


Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?


E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?


O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?


Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?


O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?


Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.


A casa que é pequena, mas nos acolhe.


O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.


A TV que está velha, mas nunca deu defeito.


Os seres humanos que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os seres "perfeitos".


As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo..


O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.


Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?


Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?



Leila Ferreira é autora desse texto, jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em Comunicação, em Londres. Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte..