A descrição da alma

Alma...
A expressão da alma é a certeza da vida em espírito, a que nos dá movimentos para circular por entre a vida e as experiências que ela nos proporciona.
É na alma que ficam registrada todas as nossas sensações e aprendizados.
Passamos pela vida sabendo que tudo que nos ocorre nos ensina e nos compele para avançarmos e de um modo natural, procuramos sempre nos mantermos atentos e vigilantes para o que já nos fez recuar ou mesmo perder.
São os alertas da nossa alma que tem por finalidade proteger nosso espírito de uma vida sem evolução, mas também é nela que ficam todas as nossas passagens por muitos sentimentos que ao longo da vida foram experimentados e na alma ficam interiorizados para nos mostrar, nos capacitar e nos ensinar em como dar o próximo passo sem que tenhamos que novamente passar pela mesma situação as que não mais nos faz avançar e sim nos desfaz em uma nova prisão de sensações de dor...

A alma traz em si seus substantivos de vida e eles é que nos torna quem somos.

Falemos então dos substantivos da alma...
Aqueles que nos faz passar pela vida e deixar que a vida nos marque e que também deixaremos nossa marca.

Substantivos da alma em contos da vida.

quinta-feira, 31 de março de 2011

NORMOSE



"NORMOSE"
(a doença de ser normal)
por Michel Schimidt, Psicoterapeuta
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não
é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre,
belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a
vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum
problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões,
acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós
gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações
de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses
ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas
vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja
assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha
"presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação
e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de
quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar
quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima
basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem
todas as regras obvinamente, e sim, aquelas que desenvolveram
personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu
modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não
passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não
adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É
fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover
obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra,
simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não
conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é
porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é
iluminada. A normose está doutrinando erradamente muitos homens e
mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e
felizes.

Este texto encontrei como autoria do Gasparetto, mas não tenho certeza, quem souber favor dá o verdadeiro autor ou reafirmar a autoria.

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